Enquanto eu espero.

Falando um pouco de “All that I am”, apesar do virtuoso guitarrista, o projeto em sua terceira versão já gastou o formato.Prefiro os outros trabalhos: “Supernatural” e “Shaman”, principalmente pelos convidados e depois pela variação das músicas. Parte do dinheiro das vendas vai para a fundação do músico, que ajuda crianças do mundo inteiro, inclusive do Brasil. Por isso não gastei dinheiro em vão, como todo brasileiro, adoro dar dinheiro para ajudar campanhas, fundações, etc, sem saber direito o que vão fazer com a grana. No caso do Carlos , prefiro acreditar piamente na proposta, pois nesses anos todos ele não acumulou fortuna. Talvez por ser latino, radicado num país (EUA) que trata seus vizinhos como cucarachas. Talvez por suas crenças pessoais, ele sempre foi seguidor de correntes religiosas indianas. Chegou a fazer três trabalhos usando o termo indiano Devadip antes do nome. Por sinal, excelentes trabalhos. Um deles em parceria com o monstro do jazz John McLaughlin (ex-Mahavishnu Orchestra), que tivemos a oportunidade de ver no Tim Festival. Além de trazer músicos indianos, tocou sentado contrariando a lógica exibicionista de muitos guitarristas. Quem quiser conferir qualquer desses cds, eu recomendo. Embora é bom avisar que, só na segunda audição você se acostuma as misturas de rock, música latina e indiana. Guilherme é um cara de sorte por viver numa casa musical. Enquanto meninos da idade dele estão escutando Felipe Dylon, Shakira e similares, ele vai de Vinicius a Strokes sem preconceitos quanto aos anos de distância entre eles.
Preciso me arrumar, daqui a pouco Cris estará chegando na cidade maravilhosa. De lá sigo para o lançamento do Blog de Papel. Depois eu conto mais ou não...